terça-feira, 7 de fevereiro de 2012




João de Ruão foi um arquiteto e escultor renascentista, nascido na cidade francesa de Ruão, na última década do século XV, fez a sua aprendizagem nos estaleiros de Gisors e trabalhou nas obras da Catedral de Ruão. Chamado pelo rei D. Manuel para trabalhar em Portugal, veio para o nosso país em 1518 e instalou-se em Coimbra, onde casou e onde acabou por morrer em 1580.

Como escultor o seu trabalho foi realizado até 1550, a partir daí começou a dirigir e orientar a obra da sua oficina. Hoje em dia, para além de Coimbra, podemos apreciar o seu trabalho em Tomar.

Porta Especiosa (1530). Podemos encontrá-la na Sé Velha, Coimbra. Baseado no estilo românico da antiga Sé do século XII, o escultor «colou» este pórtico de três andares em estilo renascença. É composta por três corpos sobrepostos: o pórtico, a varanda e o remate de figuras e nichos (se repararem, estão lá as três ordens arquitetónicas gregas). Quatro séculos separam estas duas obras.

Túmulo: O trabalho mais antigo de João de Ruão, em Tomar, está na igreja de Santa Maria do Olival. Trata-se do túmulo, com a data de 1525, onde repousam os restos mortais de D. Diogo Pinheiro. À volta da pequena arca foi esculpida toda uma capela.

A Capela dos Vales, já no interior da Capela de Santa Iria. Obra de 1550, precisamente na altura em que João começou a dirigira sua oficina em Coimbra. O tema central da Capela dos Vales representa o Calvário, ou seja, a Crucificação e morte de Cristo. Aqui podemos encontrar a representação rara da cruz, em T.





Autora: Salomé Pascoal




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