quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Principal vulto da pintura portuguesa do século XVI, Vasco Fernandes - também conhecido por Grâo Vasco (que significa grande Vasco, por ter sido um grande pintor) terá nascido em Viseu, por volta de 1480. Entre 1506 e 1511, executou o retábulo da Sé de Lamego, inspirado pela Escola Flamenga (muito ativa em Portugal neste período). A este período pertencerá também o S. Tiago e duas tábuas de Besteiros. Trabalhou na oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, em 1514.
Cerca de 1520, realizou o retábulo da Igreja Matriz de Freixo de Espada-à-Cinta, que representa uma obra de transição para uma obra mais pessoal do Pentecostes de Coimbra e dos retábulos da Sé de Viseu. Aqui destacam-se: S. Sebastião, O batismo de Cristo, O Pentecostes, O calvário e S. Pedro.
Neste último, trabalho a influência renascentista, mas também o dramatismo e o poder criador característicos de Grão Vasco estão bem patentes.
São-lhe ainda atribuídas outras pinturas: Santa Luzia (no Museu Nacional Soares do Reis no Porto), A Ceia (no Museu Grão Vasco, em Viseu), A Assunção da Virgem (no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa).
 










Cristo em casa de Marta (1535)
Museu Grão Vasco
                                                                   
Natividade (1501-1506)
         Museu Grão Vasco                          



 Autora: Neuza Almeida
  
Rafael Sanzio (ou Santi) foi um importante artista plástico italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade de Urbino a 6 de Abril de 1483 e morreu na cidade de Roma a 6 de Abril de 1520. Trabalhou com Leonardo Da Vinci e Miguel Ângelo.
A pintura era uma paixão do seu pai (Giovanni Santi), que depois a passou para ele.
Destacou-se principalmente nas áreas da pintura e arquitectura. A sua arte foi reconhecida graças à suavidade e perfeição das suas obras.
Rafael pintou e retratou muitas obras tais como:
  • Madonna e o menino;
  • Ressurreição de Cristo: pintada entre 1499 e 1502 em Florença. Atualmente encontra-se no Museu de Arte de S. Paulo;
  • Madonna del cardellino (fig. 2): Madonna del Cardellino (ou Nossa Senhora do Pardal) foi pintada em 1506 em Florença. Podemos encontrá-la na Galeria Uffizi na mesma cidade.
  • Escola de Atenas (fig. 3): este fresco foi pintado entre 1509 e 1510 no palácio apostólico, no Vaticano.

Fig. 2

Fig. 1


Fig. 3







 
Rafael destacou-se também (embora seja uma faceta menos conhecida) como arquiteto. Foi responsável pela elaboração de uma nova planta para a Basílica de São Pedro após a morte de Bramante (iniciador do projeto). Contudo, e após a sua morte, a planta que escolhera para a basílica foi abandonada.
Autora: Jessica Prates












quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Piero Franceschi, que veio a adotar o nome de Piero della Francesca, nasceu em Borgo San Sepolcro, em Itália, entre 1410 e 1420. O pintor destacou-se como teórico da arte. Além de revolucionar quanto aos princípios estéticos, realizou investigações técnicas sobre questões pictóricas, geométricas e arquitetônicas. Dos tratados que escreveu, conservam-se apenas dois, sobre perspectiva e geometria. Algumas das suas obras são: "Anunciação", "Ressurreição", "São Jerônimo", "Madona do Parto" e "Natividade". Piero della Francesca morreu a 12 de outubro de 1492.
Esta obra foi concluída em 1445 e está exposta no National Gallery, em Londres. Originalmente era o painel central de um grande tríptico. Piero usou a paisagem da região da Úmbria na pintura, na Itália Central.















Esta obra foi terminada por volta de 1460. Está alojada no Museo Civico de Sansepolcro. O tema da imagem faz alusão ao nome da cidade devido ao facto de ter presente duas reliquias do Santo Sepulcro, realizado por dois pergrinos no século IX. Cristo está também presente no brasão da cidade. 

Autora: Leonor Moisés
Miguel Ângelo di Lodovico Buonarroti Simoni nasceu a 6 de Março de 1475 na cidade de Capresse, em Itália e morreu a 18 de Fevereiro de 1564, aos 89 anos na cidade de Roma. Miguel Ângelo foi pintor e escultor e é considerado um dos maiores artistas renascentistas.

         Começou a sua carreira artística como aprendiz tendo como mestre Domenico Girlandaio. Ao ver que este jovem tinha tanto talento, Girlandaio encaminhou-o para a cidade de Florença, onde permaneceu dois anos e aprendeu com Lorenzo de Médici.

         Em 1492, logo após a morte de Lorenzo, vai morar para a cidade italiana de Bolonha e em 1496 recebe um convite do cardeal San Giorgio e vai para Roma onde cria duas importantes obras: Piéta e Baco. Em 1501 volta para Florença e cria mais duas obras igualmente importantes: Davi e A Sagrada Família. No ano de 1503 o artista recebe novamente um convite vindo de Roma, de Júlio II e é convocado para fazer o Túmulo Papal, obra que nunca terminou. Entre 1508 e 1512 trabalha na reconstrução do interior da Igreja de São Lourenço em Florença e em 1547 é indicado como arquiteto oficial da Basílica de São Pedro no Vaticano.


















Autora: Carolina Varela
Sandro Botticelli, de seu nome verdadeiro, Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi nasceu a 1 de março de 1445 na cidade de Florença, então a principal cidade do Renascimento, pólo de uma grande atividade cultural.  Foi um pintor italiano que durante a sua juventude pintou diversos frescos em capelas e igrejas sob a chancela de Fillipo Lippi: destacam-se as Histórias de S. Estevão e S. João Batista. O nome Botticelli advém da alcunha dada ao seu irmão mais velho por ser gordo: botticello (pequeno barril).
Parte da sua carreira foi dedicada à família Medicis - que o protegia e lhe dava condições para que ele conseguisse produzir e expor muitas das suas obras - para a qual pintou retratos. Morreu a 17 de maio de 1510 na mesma cidade.
Distinguem.se cinco fases na sua obra:
  1. A fase juvenil que corresponde à sua aprendizagem;
  2. A fase mediceana que corresponde a fase em que começa a trabalhar para a família Medicis;
  3. A fase romana que corresponde ao seu trabalho em Roma;
  4. A segunda fase mediceana que corresponde à sua segunda passagem ao serviço da família Medicis;
  5. A fase final que corresponde aos sus últimos trabalhos mais maduros.
Destacamos algumas das suas obras:
  • O Nascimento de Venus;
  • A Primavera;
  • A Virgem de Granada;
  • A Natividade Mística;
  • Virgem com o menino e S. João Batista criança.
O Nascimento de Vénus. Esta pintura foi feita em 1483 e não se sabe bem onde foi feita. Atualmente localiza-se na Galeria degli Uffizi em Florença.




A Primavera. Esta pintura foi feita em 1482 em Florença. Atualmente encontra-se em Florença na Galeria degli Uffizi.





A Natividade Mística. Esta pintura foi realizada entre 1500 e 1501 em Florença. Atualmente está exposta na Galeria Nacional de Londres.








A Virgem, o Menino e S. João Batista Criança. Esta pintura foi produzida entre 1490 e 1500 e atualmente está exposta no Museu de Arte de S. Paulo.


Autora: Mara Rodrigues






































Lucas Cranach nasceu em 1472, em Kronach. Foi um pintor renascentista alemão que pintou de tudo um pouco.: desde retratos de cortesãos, a temas mitológicos, animais, paisagens, santos e demónios. Há quem afirme que Cranach foi o precursor (em vários séculos) do expressionismo alemão ao tentar atingir efeitos fortes e poderosos pelo inusitado das suas composições.
Os nus de Lucas Cranach são antológicos e causaram, na sua época, um grande escândalo: as mulheres têm o corpo curvilíneo, adelgaçado, o rosto infantil, os olhos amendoados, sempre dançando, parecendo flutuar sobre o solo.
Faleceu em 1553 na cidade de Weimar.
Eis algumas curiosodades sobre este pintor: assinava as suas obras desenhando uma serpente alada. Em Viena, Para além de pintor, foi também político.

Eis algumas das suas obras:

Kreuzigung Christi (ou A Crucificação de Cristo) - 1503 Munique


Retrato da esposa do Dr. Johan Stphan Reuss - 1503 Galeria de Arte de Berlim
 






Retrato do Dr. Johannes Cuspinian - 1503 Winterthur 

 
Retrato de Anna Cuspinian - 1503 Winterthur

 







Autor: Daniel Almada

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012




João de Ruão foi um arquiteto e escultor renascentista, nascido na cidade francesa de Ruão, na última década do século XV, fez a sua aprendizagem nos estaleiros de Gisors e trabalhou nas obras da Catedral de Ruão. Chamado pelo rei D. Manuel para trabalhar em Portugal, veio para o nosso país em 1518 e instalou-se em Coimbra, onde casou e onde acabou por morrer em 1580.

Como escultor o seu trabalho foi realizado até 1550, a partir daí começou a dirigir e orientar a obra da sua oficina. Hoje em dia, para além de Coimbra, podemos apreciar o seu trabalho em Tomar.

Porta Especiosa (1530). Podemos encontrá-la na Sé Velha, Coimbra. Baseado no estilo românico da antiga Sé do século XII, o escultor «colou» este pórtico de três andares em estilo renascença. É composta por três corpos sobrepostos: o pórtico, a varanda e o remate de figuras e nichos (se repararem, estão lá as três ordens arquitetónicas gregas). Quatro séculos separam estas duas obras.

Túmulo: O trabalho mais antigo de João de Ruão, em Tomar, está na igreja de Santa Maria do Olival. Trata-se do túmulo, com a data de 1525, onde repousam os restos mortais de D. Diogo Pinheiro. À volta da pequena arca foi esculpida toda uma capela.

A Capela dos Vales, já no interior da Capela de Santa Iria. Obra de 1550, precisamente na altura em que João começou a dirigira sua oficina em Coimbra. O tema central da Capela dos Vales representa o Calvário, ou seja, a Crucificação e morte de Cristo. Aqui podemos encontrar a representação rara da cruz, em T.





Autora: Salomé Pascoal




Gregório Lopes, foi um artista português, nascido em 1490 e falecido provavelmente em 1550. Considerado um dos pintores portugueses mais significativos do século XVI, pintou diversos painéis para o cardeal D. Henrique (futuro rei de Portugal), para o bispo de Lamego e para o Convento de Cristo em Tomar, entre outros e foi escolhido por D. Manuel para o cargo de seu pintor. Foi também pintor régio de D. João III. Cedo aderiu às novidades provenientes de Itália, o que levou à italianização da pintura portuguesa. É também considerado como o introdutor do primeiro manierismo de Antuérpia em Portugal. Alguns dos seus quadros e painéis são verdadeiras obras-primas e representam um marco importante na nossa cultura. É o caso de “A Virgem com o Menino e Anjos” criada em 1536-1538 eMartírio de S. Sebastião” criada também em 1536-1538, que se encontram expostos no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.







Autora: Patrícia Candeias
Lorenzo Ghiberti foi um escultor italiano renascentista. Nasceu em Pelago e conseguiu superar as influências góticas dque se faziam sentir na cidade de Florença.
Inspirou-se nos novos postulados estéticos inspirados no mundo clássico que caracterizaram a arte renascentista do período do quattrocento (1400 - 1499).
Formou-se na oficina do ourives florentino Bartolo di Michele. Deixou, temporariamente, Florença para trabalhar em Pesaro, como pintor de Sigismondo Malatesta (mecenas daquela cidade).



Regressou a Florença para se candidatar à execução da segunda porta do batistério daquela cidade (1401) sendo a sua principal obra, tendo vencido em concurso no qual foram preteridos vários artistas, entre os quais Bruneleschi, que entretanto decidiu deixar a escultura para se dedicar à arquitetura.
Ghiberti, acompanhou o princípio do Renascimento na sua cidade nativa como um escultor em bronze.
Esculpiu as estátuas de São João Batista, São Mateus e Santo Estevão para a Igreja de Orsanmichele em Florença, os relevos da Pia baptismal de Siena e peças de ourivesaria. Parou de esculpir em 1452 e morreu em Florença em 1455.





Autor: Élio Carapeta







quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Albrecht Dürer nasceu a 21 de Maio 1471 em Nuremberga, e morreu a 6 de Abril de 1528 com 56 anos de idade. Foi um gravador, pintor, ilustrador e teórico de arte alemão e, provavelmente, o mais famoso artista do Renascimento alemão e um dos que mais influenciou os artistas do século XVI no seu país e nos Países Baixos. Aqui ao lado um Autoretrato (1493, óleo sobre tela, Museu do Louvre, Paris). Trabalhou em Itália (onde esteve duas vezes) e nos últimos anos, em Nuremberga, ocupou-se principalmente com a elaboração de tratados sobre a medida e proporção humana. Nestes trabalhos, publicados após a sua morte, fundamentou teoricamente a sua forma de abordar a arte, baseando-se nos estudos de Teoria da Arte italianos dos autores que o antecederam. Os seus interesses, no espírito humanista do Renascimento, abrangiam muitos campos: a matemática, a geografia, a arquitectura, a geometria e a fortificação.

Alguns dos seus mais famosos trabalhos.
Do lado direito, a pintura a óleo O nascimento de Cristo, pintada em 1503 atualmente na Pinacoteca em Munique.
Em baixo, a gravura Melancolia de 1514, famosa por ter sido citada no último romance de Dan Brown, O Símbolo Perdido.












Autora: Mafalda Agostinho
 Donato di Niccoló di Betto Bardi, mais conhecido por Donatello, foi um escultor italiano do Renascimento. Nasceu em 1386, na cidade de Florença, e morreu na mesma cidade em 1466. A imagem ao lado apresenta como é que ele poderá ter sido fisicamente.
Em 1408, trabalhou na obra do Duomo de Florença, para o qual executou uma estátua de David em mármore, com uma coroa de amaranto e membros alongados, num estilo gótico tardio, mas apoiada numa perna só ao qual corresponde uma torção do busto, e as mãos realistas, mostrando um estudo apurado da anatomia humana. Em 1416, a estátua foi transportada para o Palazzo Vecchio, estando hoje em dia conservada no Bargello.

Autora: Neuza Carmo
Filippo Brunelleschi (nascido Filippo di ser Brunellesco di Lippo di Tura; Florença, 1377  Florença, 1446) foi um arquiteto e escultor renascentista. Começou a vida como ourives e foi, posteriormente, um arquitecto, o pioneiro desta arte na Renascença. Entrou para a história ao concluir a Santa Maria del Fiore, em Florença, uma das primeiras catedrais em estilo renascentista.
Algumas obras de Brunelleschi :
Santa Maria de Espirito Santo, Capela Pazzi, Palácio Pitti, Cúpula da catedral.
O Palácio Pitti é um grande palácio renascentista situado em Florença, na margem direita do Rio Arno, a muito pouca distância da Ponte Vecchio. O aspeto atual do palácio data do século XVII, tendo sido originalmente projetado por Brunelleschi ou por um aprendiz, de nome Luca Fancelli, como residência urbana de Luca Pitti, im banqueiro florentino. Foi adquirido em 1539 pela família Medicis, para servir de residência ofocial dos Duques da Toscânia.


Autora Beatriz Bolas

















Os meus alunos estão agora a colaborar comigo na elaboração do blog. Os próximos posts são deles próprios (com algumas correções feitas por mim, não apenas para corrigir algum aspeto errado, como também para reduzir o tamanho do post). A eles os meus agradecimentos.